segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Escrevo, pois algo me afeta,
torto na linha reta,
com o coração de poeta
à errar até quando acerta

Todos os dias a mesma regra,
bem cedo em meu peito desperta
uma força que liberta
o espirito de um profeta.

Meu olhar sai como seta
voa numa direta
sente a luz que nos cerca
separa as flores das pedras.

Minha escrita é minha reza,
aquilo que faço sem pressa,
toda minha alma versa
no verso da minha conversa.

Escrevo com o amor que me resta,
porque sinto em mim uma festa
e disparo como uma flecha
quando a caneta aperta.

O papel permanece alerta
imóvel e sereno, revela
enquanto o traço espera
pra nascer na ponta da esfera.


Rômulo Romanha

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