sexta-feira, 30 de julho de 2010

Como é desesperado o calor da vida...

domingo, 25 de julho de 2010

Quando vi a manhã
com aquele solzinho querendo crescer
até me esqueci por alguns segundos...
(o tempo de um tic tac)

que bem perto de mim...
talvez ao meu lado.

Alguém deve estar sentindo em seu
estômago
a ausência da distribuição de renda.

uma criança sorri e se diverte
enquanto sua evolução... seus sonhos,
são vistos com tanta atenção
quanto a que dão a valeta fedorenta
que decora e perfuma a frente de seu lar.


Assim como, também
provavelmente....

aquela senhora...
deve sentir uma leve
porém terrivel
dor em seus calcanhares
devido ao longo espaço percorrido com seu cãozinho sujão.

acabo até esquecendo...

que quando dormi

eramos explorados
violentados
controlados
humilhados
enganados...


e quando acordei...
vi esse solzinho
e me esqueci...

mas só são segundos.


Romulo Romanha

sexta-feira, 23 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

o cheiro...


o cheiro...

o cheiro da terra...


no ar.


Rômulo Romanha

terça-feira, 13 de julho de 2010

Emoção Art.ficial 5.0


Encerrando a trilogia inspirada na questão da cibernética o Itaú Cultural traz a 5ª edição da bienal internacional de arte tecnológica, com a exploração das diversas possibilidades de interações que podem existir entre sistemas “orgânicos” e “tecnológicos”, a exposição Emoção Art.ficial 5.0 nos traz uma nova forma de percepção artística e social ampliando nosso repertório de emoções através dessa interação com os trabalhos.
A tecnologia já é algo inerente a nossa sociedade dentro das perspectivas atuais, provavelmente, se tivesse uma crise em nossos aparelhos elétricos e em todas as outras máquinas que nos rodeiam teríamos uma diminuição demográfica assustadora, afinal esse estágio de nossa evolução está ligado ao “criar” o que não temos em nós, por isso, não precisamos ser fortes, só precisamos ter um bom trator ou guindaste.
Porém o que é proposto na exposição não é a tecnologia com funcionalidade somente, porém, a tecnologia recheada de preocupações artísticas, como: forma, cor, volume, percepção, sentidos, assuntos que transitam nas conversas e em círculos artísticos, rompendo barreiras acadêmicas, sociais e culturais.
Nossos sentidos estão ligados a nossa relação com a natureza, construímos nossa noção de beleza a partir do que o nosso planeta nos dá de exemplos e uma exposição como essa propõe uma ruptura na nossa percepção de natureza, uma arte que nos faz dialogar a possibilidade de sensações e emoções sendo geradas por elementos artificiais com origens funcionais, porém ao se deslocar para o campo da arte se reconstroem e modificam nossas concepções.
Então temos desde um robô bruto, capaz de desenhar retratos suaves e depois apagá-los nos fazendo repensar o espaço da obra e sua autoria, afinal a obra seria do robô ou do grupo que projetou e criou o robô? Indo até obras como “Caracolomobile” onde um organismo artificial, semelhante a um caracol que discute a possibilidade de uma interação “psíquica” entre humanos e mecanismos artificiais, reagindo as ondas cerebrais criadas pelo nosso pensamento.
Pra quem se interessar a exposição vai do dia 01 de julho ao dia 5 de setembro e o Itaú Cultural fica na Avenida Paulista, 149, ao lado da estação Brigadeiro de Metrô e os dias são de terça a sexta das 9h às 20h e sábados, domingos e feriados das 11h às 20h, fone: 2168-1876.


foto: Caracolomobile [Snailmobile]
by Tania Fraga (Brazil, 2010)