terça-feira, 28 de dezembro de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=S6s8QjLwQM0

Traduzir-se


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

Ferreira Gullar
De Na Vertigem do Dia (1975-1980)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Caneta e papel na mão sai o rascunho
O raciocínio comanda meu punho
Cenas fortes sem cortes sou testemunho
A matemática na prática é sádica
Reduziu meu povo a um zero a esquerda mais nada
Uma equação complicada
Onde a igualdade é desprezada

techo da Música: Matemática na Prática do Rapper: GOG

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Desânimo

Hoje acordei tão sem eu,
que parecia que meu corpo tinha acordado
mas, ao se levantar me esqueceu.

Romulo Romanha

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Janela...



O que me faz perceber
que lá é outro lugar
é a janela de casa,
se pra fora me ponho a olhar.

Então percebo que lá não estou.

E aqui,
nesse ambiente cercado
me pergunto calado

Onde começou o ar daqui
e o de lá terminou?

Romulo Romanha

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

No verso
no verbo
o pensamento é terno.
A cidade se consome
o que era longe fica perto
Trajetória
História
Vem na memória
Tempos de tristezas
mas também tempos de glórias
E o sorriso brota fácil
A luz revela a face
A sutileza nasce,
no detalhe que falasse.
Oscilando o tempo no espaço
causando rupturas no compasso
Alí, entre o que penso e faço,
mas o lápis eu carrego e o meu eu traço.
Por isso, trazer o olhar ou pra frente enxergar.
Traz aquele cheiro fresco do que vem a conquistar
Na amizade que invade se faz felicidade
Idade, a tirania se rende a liberdade
E o sonho ao se olhar vê-se realidade
Quem diria, isso deixaria de ser só vontade.

Romulo Romanha

domingo, 15 de agosto de 2010

"Não se revoltarão enquanto não se tornarem conscientes, não se tornarão consciente enquanto não se rebelarem... George Orwell. 1984"

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Como é desesperado o calor da vida...

domingo, 25 de julho de 2010

Quando vi a manhã
com aquele solzinho querendo crescer
até me esqueci por alguns segundos...
(o tempo de um tic tac)

que bem perto de mim...
talvez ao meu lado.

Alguém deve estar sentindo em seu
estômago
a ausência da distribuição de renda.

uma criança sorri e se diverte
enquanto sua evolução... seus sonhos,
são vistos com tanta atenção
quanto a que dão a valeta fedorenta
que decora e perfuma a frente de seu lar.


Assim como, também
provavelmente....

aquela senhora...
deve sentir uma leve
porém terrivel
dor em seus calcanhares
devido ao longo espaço percorrido com seu cãozinho sujão.

acabo até esquecendo...

que quando dormi

eramos explorados
violentados
controlados
humilhados
enganados...


e quando acordei...
vi esse solzinho
e me esqueci...

mas só são segundos.


Romulo Romanha

sexta-feira, 23 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

o cheiro...


o cheiro...

o cheiro da terra...


no ar.


Rômulo Romanha

terça-feira, 13 de julho de 2010

Emoção Art.ficial 5.0


Encerrando a trilogia inspirada na questão da cibernética o Itaú Cultural traz a 5ª edição da bienal internacional de arte tecnológica, com a exploração das diversas possibilidades de interações que podem existir entre sistemas “orgânicos” e “tecnológicos”, a exposição Emoção Art.ficial 5.0 nos traz uma nova forma de percepção artística e social ampliando nosso repertório de emoções através dessa interação com os trabalhos.
A tecnologia já é algo inerente a nossa sociedade dentro das perspectivas atuais, provavelmente, se tivesse uma crise em nossos aparelhos elétricos e em todas as outras máquinas que nos rodeiam teríamos uma diminuição demográfica assustadora, afinal esse estágio de nossa evolução está ligado ao “criar” o que não temos em nós, por isso, não precisamos ser fortes, só precisamos ter um bom trator ou guindaste.
Porém o que é proposto na exposição não é a tecnologia com funcionalidade somente, porém, a tecnologia recheada de preocupações artísticas, como: forma, cor, volume, percepção, sentidos, assuntos que transitam nas conversas e em círculos artísticos, rompendo barreiras acadêmicas, sociais e culturais.
Nossos sentidos estão ligados a nossa relação com a natureza, construímos nossa noção de beleza a partir do que o nosso planeta nos dá de exemplos e uma exposição como essa propõe uma ruptura na nossa percepção de natureza, uma arte que nos faz dialogar a possibilidade de sensações e emoções sendo geradas por elementos artificiais com origens funcionais, porém ao se deslocar para o campo da arte se reconstroem e modificam nossas concepções.
Então temos desde um robô bruto, capaz de desenhar retratos suaves e depois apagá-los nos fazendo repensar o espaço da obra e sua autoria, afinal a obra seria do robô ou do grupo que projetou e criou o robô? Indo até obras como “Caracolomobile” onde um organismo artificial, semelhante a um caracol que discute a possibilidade de uma interação “psíquica” entre humanos e mecanismos artificiais, reagindo as ondas cerebrais criadas pelo nosso pensamento.
Pra quem se interessar a exposição vai do dia 01 de julho ao dia 5 de setembro e o Itaú Cultural fica na Avenida Paulista, 149, ao lado da estação Brigadeiro de Metrô e os dias são de terça a sexta das 9h às 20h e sábados, domingos e feriados das 11h às 20h, fone: 2168-1876.


foto: Caracolomobile [Snailmobile]
by Tania Fraga (Brazil, 2010)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Acordar...



deixar o estado

de sono,



perceber...
as sutilezas da matéria.

O sentido...




Volta a ter sentido.


Rômulo Romanha

terça-feira, 22 de junho de 2010

Todos os dias ao te olhar...
um novo Sol nasce em mim...
um Solzinho pequenino...
mas caminhando leve
meio que rasteiro
consegue desequilibrar o que sou.

Penso...
não falo.
não quero interferir naquilo que se faz belo

Ao voltar...
pergunto sobre seu dia
e suas diversões rotineiras criam minhas fábulas
seu olhos diante dos fatos trazem os devaneios

Os sonhos...
viajam no espaço que se cria entre o céu
e seus olhares soltos


Romulo Romanha

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Semáforo

No espaço que desvia a presença
e, faz presente a ausência

viajando...
sigo a caminhar... saltando
sobre as estrelas do universo
e nessa amarelinha metafísica
encontro um pouco disso

...que já nem sei o nome.


Romulo Romanha

sábado, 15 de maio de 2010

Satisfy my soul..

Oh! please don't you rock my boat
Cause I don't want my boat to be rocking
Don't rock my boat (repeat)

I'm telling you that, oh, whooh-whooh
I like it, like this, I like it like this
And you should know, you should know by now
I like it, I like it like this, I like it like this
Yeah! you satisfy my soul, satisfy my soul
You satisfy my soul, satisfy my soul
Every little action, there is a reaction
Oh can't you see, what you have done for me
I am happy inside, all, all of the time
When we bend a new corner
I feel like a sweep-stake winner
When I meet you around the corner
You make me feel like, a sweep-stake winner
Whoa child, can't you see, you must believe me
Oh darling, darling, I'm calling, calling
Can't you see, why won't you believe me
Oh darling, darling, I'm calling, calling

When I meet you around the corner
Oh I said baby, never let me be a loner
And then you hold me tight, you make me feel alright
Yes when you hold me tight, you made me feel alright

Whoa honey can't you see, don't you believe me
Oh, darling, darling, I'm calling, calling
Can't you see, why won't you believe me
Oh darling, darling, I'm calling, calling

Satisfy my soul, satisfy my soul, satisfy my soul
That's all I want from you, that's all I'll take from you
Satisfy my soul, satisfy my soul


Bob Marley

domingo, 9 de maio de 2010

Visão

Meu amigo comprou um carro... pra circular no mar

terça-feira, 27 de abril de 2010

O açucar

O branco açúcar que adoçará meu café
Nesta manhã de Ipanema
Não foi produzido por mim
Nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

Vejo-o puro
E afável ao paladar
Como beijo de moça, água
Na pele, flor
Que se dissolve na boca. Mas este açúcar
Não foi feito por mim.

Este açúcar veio
Da mercearia da esquina e
Tampouco o fez o Oliveira,
Dono da mercearia.
Este açúcar veio
De uma usina de açúcar em Pernambuco
Ou no Estado do Rio
E tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana
E veio dos canaviais extensos
Que não nascem por acaso
No regaço do vale.

Em lugares distantes,
Onde não há hospital,
Nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome
Aos 27 anos
Plantaram e colheram a cana
Que viraria açúcar.
Em usinas escuras, homens de vida amarga
E dura
Produziram este açúcar
Branco e puro
Com que adoço meu café esta manhã
Em Ipanema.


Ferreira Gullar

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nascimento de uma estrela...

Venho aqui por meio desta, relatar fato ocorrido neste final de semana, o momento exato do acontecimento, não posso afirmar com grande precisão, mas posso desde já dizer, que todos podem ter visto, porém nem todos notado.
A noite cobria o céu. Eu olhava para ela e via milhares de estrelinhas. Lindas e pequeninas, brilhando com aquelas luz trêmula que lhes é peculiar, parecia que a paz e a harmonia se mantinham no espaço.
Quando, de repente, não mais do que de repente, o céu parecia se mover. De início fui tomado pelo medo, um medo repentino como o movimento do céu, que me fazia sentir uma onda fria subir por cada vertebra de minha espinha dorsal, como se cada estrela que no céu se movimentava criava uma movimentação biológica onde minhas células, minhas pequenas partes do meu "eu" se movimentavam em resposta.
Nessa imensa turbulência sensorial, onde meu corpo e o corpo da noite se movimentavam, feito o corpo das grandes cidades que não conhecem a pausa, pareciamos tomados pelo caos das metropoles.
Mas de súbito, como uma organizadora do caos, começa a brilhar uma pequena estrela, ela não existia naquele céu antes dos movimentos começarem, bem pequenia (não utilizo intrumentos de medidas espaciais, mas posso afirmar sua pequenês) começava a se tornar ainda menor aos meus olhos, não por diminuir, mas pelo fato das outras estrelas começarem a crescer.
E observei os milhares de estrelas que enxergava no céu continuarem sua movimentação em torno dessa estrelinha, ao mesmo tempo que iam ampliando seus tamanhos, ia girando ao redor da estrelinha.
O céu parecia um grande cinema, porém com atores feitos de bolinhas luminosas.
Sozinho e estático, observava que a estrelinha era a grande regente desses acontecimentos, e que essa estrelinha estava levando mais luz as demais.
Após um curto período de tempo, as estrelas que a cercavam passam a crescer tanto, ao ponto de se tornarem grandes Sóis e o que havia iniciado como noite se transformou em dia, um dia iluminado por vários sóis, cada sol com um tamanho diferente, uma expressão diferente, porém repleto de luz.
A estrelinha ficava ali, parada, era o único corpo no espaço que não se movimentava. Guiava todo aquele espetáculo celestial.
Após o nascimento de cada sol, ele ia em direção a estrela como quem agradecesse e contemplasse a beleza da estrelinha.
O dia, desde então, parece ter se tornado perpétuo e provavelmente será. Em algumas ocasiões um ou outro sol se apagará, porém é só voltar a estrelinha e se enxer de luz novamente.
Assim pude perceber que o nascimento de uma estrelinha, provocou o nascimento de muitos sóis e a eternidade do dia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Kropotkin


"...Pois, no dia em que as antigas instituições forem despedaçadas sob o machado do proletariado, vozes serão ouvidas gritando: Pão para todos! Casa para todos! Direito para todos à uma vida confortável! E essas vozes serão ouvidas. O povo dirá para si mesmo: Vamos começar satisfazendo nossa sede pela vida, a alegria da liberdade que jamais havíamos conhecido. E então após todos experimentarem a felicidade, começaremos a trabalhar; o trabalho de demolição dos últimos vestígios do domínio da classe-média, com sua moralidade calculada, sua filosofia do débito e do crédito, suas instituições de minas e brilhantes...".
—Pyotr Kropotkin, A Conquista do Pão

quinta-feira, 25 de março de 2010

Fala professor paulista!!!!!



comentário a coluna de Gilbeto Dimenstein no Jornal Folha de São Paulo.

escrito por Márcio Ferro:

Sou professor da rede estadual há oito anos e ocupo dois cargos como professor desde 2005. Este ano decidi que será o último no qual ocupo estes cargos. A partir do ano que vem mudarei de carreira e, infelizmente, largarei a profissão que um dia imaginei que desempenharia e que seria aquela que me realizaria como profissional e ser humano.
Estou cansado de ser tratado como um lixo pela política educacional (ou pela falta dela) do governo do estado de São Paulo. Sem um plano de carreira, sem condições de trabalho dignas, lidando semanalmente com mais de mil alunos (21 turmas x 50 alunos), recebendo um salário ridículo, sem nenhum benefício, tendo que pagar para tomar conta dos carros da escola, comprar água, sem horário para refeição, sofrendo com a violência por parte da comunidade (já levei tiros em porta de escola e fui agredido e presenciei agressões aos meus colegas), sem um apoio pedagógico realmente eficaz, entre muitos outros fatores.
Mas o que mais me chateia são as opiniões do senhor, Sr. Gilberto Dimenstein. Estou cansado de ser tratado em seus comentários como um mercenário que só pensa em dinheiro, ou como um alguém que falta quase que diariamente ao trabalho por pura negligência. Não aguento mais! Suas colunas também foram determinantes para me levar a tomar a decisão de largar o magistério. Meus amigos (que não são professores) leem suas opiniões e acham que estou aumentando a situação, que estou mentindo, pois ao lerem sua coluna e verem a propaganda do governo estadual, acreditam que a escola pública está uma maravilha.
Peço ao senhor que, ao publicar suas próximas colunas, pense, mas pense muito, em quantos professores o senhor está desmotivando. Informe-se, procure, estude e – acima de tudo – conheça a realidade das escolas estaduais das regiões periféricas. O senhor mesmo já percebeu que a atratividade da carreira do magistério é quase nula frente aos jovens concluintes do ensino médio. Trabalhe para valorizar a educação e não políticas educacionais pautadas pela economia e sem foco no ser humano.
Afirmo que estou em greve! Não só por salário, mas para que o filho do pobre – ao qual o senhor se refere em sua coluna – possa chegar ao fim do ensino médio com condições de igualdade para disputar com o filho do rico uma vaga no mercado de trabalho ou em uma universidade, sem precisar de cotas. Não aguento mais ver alunos sem saber ler e escrever egressos da escola pública. Formados. Porém sem esperanças e sendo motivo de piadas.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Greve dos profesores em São Paulo


Como deve ser do conhecimento de todos que os professores das escolas públicas estaduais de São Paulo estão em greve, segundo o governo apenas 1% da categoria aderiu a greve, porém segundo o sindicato 60% da categoria aderiu a greve.
Os motivos da greve são muitos mas podemos partir de um só, pois, há 16 anos o governo do estado de São Paulo tem destruido a educação, começou com a promoção automática, além disso o estado tem tido durante todos esses anos uma politca de desvalorização dos professores e demais servidores da educação, eles destroem o sistema educacional de São Paulo e culpam os professores.
Pra solucionar o problema de uma categoria que o PSDB desmotivou ele divide o professorado em quase 6 categorias diferentes, relacionadas a provas, concursos públicos, tempo de magistério, e outros fatores, dividindo assim a categoria os professores não terão mais força pra lutar pela educação, pois terão dificuldades de mobilização de uma categoria que foi dividida .
Quando os professores decidem lutar, fazem isso por não haver mais alternativas, uma greve não é boa pra ninguém, porém, o governo do José Serra insiste em desmoralizar professores, os chama de inimigos da educação, sabe quem está todos os dias na sala de aula tentando ajudar o seu filho, se preocupando com o que ele pensa? Então porque nunca escutam os professores sobre os motivos da educação ter chegado a esse nível? O governo de São Paulo decidiu tudo o que fez com a educação durante esses 16 anos sem escutar os professores e agora a culpa é dos professores?
A realidade da escola pública é degradante, as crianças não são valorizadas, o material é falho, não existe um acompanhamento psicológicos nas escolas para ajudar a solucionar problemas, o sistema é extremamente burocrático.
O governo mente, diz que professores vão ganhar R$ 6.000,00 mas o salário do professor hoje em dia é menos do que 1/4 disso, além disso o professor é maltratados e humilhados dentro e fora da sala de aula.
Professores desmotivados formam alunos desmotivados. Professores abandonados formam alunos abandonados.

Nossos filhos precisam de professores de qualidade, com salário de qualidade, valorização de qualidade, numa escola de qualidade.

Um professor quando luta também educa, pois mostra aos alunos que não deve haver submissão, que a luta é uma necessidade da igualdade, ensinando na prática o que é cidadania.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sobre a violência

A corrente impetuosa é chamada de violenta
Mas o leito do rio que a contem
Ninguem chama de violento.

A tempestade que faz dobrar as betulas
E tida como violenta
E a tempetasde que faz dobrar
Os dorsos dos operarios na rua?


Bertold Brecht

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SE EU FOSSE UM PADRE

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

Mario Quintana

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Obrigação

Juro que tento entender
É difícil mas eu vou te explicar
Vejo tudo que já tenho em minha vida
Penso em todos que deixei pra trás

Nem sempre as coisas mudam pra melhor
Penso todo dia em nos sabotar
Eu sei,que perdemos tanto tempo aqui
me faço de desentendido
Mas sabemos o que nos prendeu
A insegurança é o que fez morrer

Não é nada confortável
Não tente entender se não quiser
Só não me anule do seu lado
Siga seu caminho que eu vou seguir o meu

Nem sempre as coisas mudam pra melhor
Penso todo dia em nos sabotar
Eu sei, que perdemos tanto tempo aqui
me faço de desentendido
Mas sabemos o que nos prendeu
A insegurança é o que fez morrer

Só queria agradecer
Por suportar
Pela primeira vez
Nos libertar


"Dead Fish"