domingo, 22 de junho de 2008

Professores paulistas em greve contra o autoritarismo do governo tucano

foto por Roselene de Jesus Stefanelli


foto por Roselene de Jesus Stefanelli




foto por Raoni Bernardes





Embora a Secretaria da Educação insista em dizer que o número de adesão dos professores ao movimento contra os decretos malucos do Mr. Burns (José Serra) tenha sido muito baixa, segundo a Secretária da Educação "Maria a louca" (Maria Helena) o índice de mobilização da categoria foi de 2%.
Vemos aqui pelas fotos, que o número de professores na rua é muito mais do que os 5 mil manifestantes que foi declarado pela polícia militar.
Então, pelo o que podemos observar, estamos enfrentando no momento um grande problema na educação, pois, depois de que as apostilas para os professores vieram com a palavra ensino grafada "encino" com a letra "c", vemos agora um problema muito grave, mas dessa vez relacionado ao raciocínio lógico, afinal, tanto a polícia quanto a secretária estão com uma enorme dificuldade em realizar cálculos, ou pior, eles não sabem contar, somar 1+1+1 e assim por diante.
Os professores hoje em greve alcançam mais do que os 2% declarados pelo pessoal do "sanatório", isso é um fato.
Também não me assustam essas informações geradas pelos órgãos públicos sobre o número de professores nas ruas, o que me impressiona é a imprensa repetir isso como papagaios.
Que os jornais no Brasil mentem mais do que as novelas, ao menos para mim, não é novidade nenhuma, mas essas mentiras já estão se tornando algo assombroso. Isso é extremamente perigoso, pois, no Brasil as pessoas acreditam tanto no jornal quanto na novela, criando assim uma dominação das massas.
Acredito que o investimento na educação, seja uma das coisas mais importantes de um governo, mas acredito mais ainda, que esse investimento deve ser real, não se melhora a qualidade do ensino com autoritarismo, a dialética é a melhor forma de construção de uma sociedade, o dinheiro deve ser investido nos profissionais, no espaço, nos materiais e não em ações malucas como essas.
Não podemos esquecer que a Escola Pública já foi de excelente qualidade mas, os governos mudam, os professores ficam, então se a qualidade da educação em São Paulo está desse jeito, obviamente a culpa é das propostas educacionais do governo atual, pois os professores ainda são os mesmos.
A única diferença é que os professores não têm mais o governo do estado como aliado na melhoria do ensino, pois o governo é sempre o primeiro a acusar os professores das mazelas da educação.
Mesmo assim os professores continuam... sonham em melhorar o mundo, sonham... como sonham seus alunos. E seguem lutando em meio as desgraças, mas em busca de um campo, de gira-sóis e margaridas.

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