quarta-feira, 7 de maio de 2008

...as cidades e os olhos...


Enchendo os olhos com as imagens encontradas

A cada movimento a visão é transformada

A sombra de suas bailarinas com adornos prateados

Em forma de uma medusa sob os lampadários.


A arquitetura que vem p'ra roubar nossa visão

Os signos em eterno estado de transformação.

A cidade se consome em sua própria construção

Só podemos transitar em estado de contemplação


Sua arquitetura desmonta a linearidade

A exuberância reconstrói a sua simplicidade

As miragens nos enganam enquanto andamos no deserto

Os imensos edifícios que nos afastam do que é perto


Ela está parada mas em eterno estado de mutação

Os transeuntes que figuram essa procissão

Explorando suas carnes em busca do pão

Sofreando seus desejos por medo da punição


Somente olhando para cima observamos o sol

Só olhando para a luta que encontramos um farol

A morte das suas casas já anunciam um final

Tudo observado por uma visão multilateral


Tentando compreende-la não me compreendo

Tentando controla-la não me contenho

Sua existência continua em suas particularidades

E os olhos sempre seguirão em busca dos olhares...


As cidades brincando com os olhos...

Os olhos brincando com as cidades...

O olhar transformando o cotidiano...

E a visão transformando a realidade...

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