quinta-feira, 29 de maio de 2008

Corinthians time de origem operária, por isso o time da massa!!



CORINTHIANS: fundação e origens
Fundação: 01/09/1910
Origens: A vinda dos quadros estrangeiros para São Paulo causava nova onda de entusiasmo pelo futebol e muitas vezes, após regressarem, esses quadros estrangeiros deixavam a inspiração para jovens futebolistas que fundavam clubes locais em sua homenagem, tomando suas denominações. Assim, em 1910, após a vinda do Corinthians Casuals da Inglaterra, fundava-se em São Paulo o Sport Club Corinthians Paulista. Inicialmente, a escolha do nome passou pela avaliação de outras sugestões como, por exemplo, Santos Dumont e Carlos Gomes, mas os fundadores optaram pelo nome de Corinthians, ainda impressionados com a ótima passagem da equipe inglesa pela cidade de São Paulo naquele mesmo ano.
O Corinthians nasceu no bairro do Bom Retiro, então típico bairro de imigrantes, sendo que muitos de seus fundadores eram empregados da Companhia São Paulo Railway. As reuniões preparatórias se deram num salão de barbeiro na Rua dos Italianos, esquina com a Rua Julio Conceição, propriedade de Salvador Bataglia, irmão do primeiro presidente corintiano, Miguel Bataglia, e ali foi lavrada a primeira ata de fundação em 1º de Setembro.
A primeira sede foi instalada na Rua Cônego Martins, bar e confeitaria de Afonso Desiderio, cunhado de J. B. Maurício, que viria a ser seu terceiro presidente. Os primeiros anos foram de atividade varzeana, a exemplo de tantos outros clubes.

Os destaques que marcam a fundação do Corinthians são:

■ o objetivo inicial era a criação de uma nova equipe de futebol para continuar atuando na várzea paulistana [até porque era sabido por todos que a liga da elite tinha enorme preconceito de equipes populares da várzea].

■ a característica comum que reuniu os fundadores e atraiu os primeiros simpatizantes era serem operários da região do Bom Retiro, notadamente da “São Paulo Railway”. A origem étnica não era o referencial mas sim a classe social [trabalhadores] e a região de origem [Bom Retiro], havendo espanhóis, portugueses, italianos e até mesmo ingleses entre os fundadores e pioneiros, entre eles:

AMBRÓSIO, Joaquim - BATAGLIA, Miguel - BATAGLIA, Salvador - CAMPBELL, Jorge - CORREIA, Anselmo - DESIDERIO, Afonso - LOPOMO, Salvador - LOTITO, Emilio - MAGNANI, Alexandre - NUNES, Antonio Alves - PEREIRA, Antônio - PERRONE, Rafael - SILVA, Carlos - SILVA, João da - TEIXEIRA, Alfredo - VALENTE, Felipe


Por isso o Corinthians vai acabar sendo considerado o time do povo, por isso a esquerda paulista será em maioria corinthiana.

O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Bataglia que já no primeiro momento afirmou: "O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time".


Retirado do artigo de Luciano Pasqualini.

PALMEIRAS X CORINTHIANS

90 anos de rivalidade

Co-autoria: Luciano Pasqualini

No site italo-brasileiro Brava Gente.

Foto: Corinthians em 1914
A equipe:Fúlvio, Casemiro do Amaral e Casemiro Gonzáles; Pollice, Bianco e César; Aristides, Peres, Amilcar, Apparício e Neco.

domingo, 25 de maio de 2008

Ai Se Sesse
Se um dia nós se gosta-se
Se um dia nós se quere-se
Se nós dois se emparea-se
Se jutim nós dois vive-se
Se jutim nós dois mora-se
Se jutim nós dois drumi-se
Se jutim nós dois morre-se
Se pro céu nós assubi-se

Mas porém se acontece-se de São Pedro não abri-se
A porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arrimina-se
E tu com eu insinti-se
Prá que eu me arresouve-se
E a minha faca puxa-se
E o bucho do céu fura-se
Távez que nós dois fica-se
Távez que nós dois cai-se
E o céu furado arria-se
E as virgem todas fugir-se
Zé da Luz

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Só há uma diferença entre um louco e eu.
O louco pensa que é sadio. Eu sei que sou louco!

Salvador Dalí

quarta-feira, 7 de maio de 2008

...as cidades e os olhos...


Enchendo os olhos com as imagens encontradas

A cada movimento a visão é transformada

A sombra de suas bailarinas com adornos prateados

Em forma de uma medusa sob os lampadários.


A arquitetura que vem p'ra roubar nossa visão

Os signos em eterno estado de transformação.

A cidade se consome em sua própria construção

Só podemos transitar em estado de contemplação


Sua arquitetura desmonta a linearidade

A exuberância reconstrói a sua simplicidade

As miragens nos enganam enquanto andamos no deserto

Os imensos edifícios que nos afastam do que é perto


Ela está parada mas em eterno estado de mutação

Os transeuntes que figuram essa procissão

Explorando suas carnes em busca do pão

Sofreando seus desejos por medo da punição


Somente olhando para cima observamos o sol

Só olhando para a luta que encontramos um farol

A morte das suas casas já anunciam um final

Tudo observado por uma visão multilateral


Tentando compreende-la não me compreendo

Tentando controla-la não me contenho

Sua existência continua em suas particularidades

E os olhos sempre seguirão em busca dos olhares...


As cidades brincando com os olhos...

Os olhos brincando com as cidades...

O olhar transformando o cotidiano...

E a visão transformando a realidade...